segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Dizeres 01

"Quando o sábio aponta para a lua, o estúpido olha para o dedo."

domingo, 16 de novembro de 2008

Em busca de estrelas...

É curioso como a Natureza consegue pôr-me a pensar…

No outro dia, estava sentada na cama de rede do pátio da casa dos meus pais e estava a olhar para o céu estrelado. É interessante… como as estrelas parecem tão próximas entre si, mas estão tão longe. E mais, achamos que estamos tão perto delas, e na prática, estão tão longe. Com as pessoas também é assim. Achamo-nos tão próximos de outra pessoa, e até nos atrevemos a brilhar nessa nossa assunção, a pensar que estamos perto, quando na verdade, estamos tão longe. É uma distância abismal, a distância entre estrelas. É incompreensível para mim. Inconcebível, na minha mente limitada. E chega a assustar-me. Incomoda-me. Mas, há um vale entre nós estrelas, e no entanto, brilhamos. Estamos tão longe, mas apesar disso, brilhamos. Brilhamos.

Depois, vi estrelas cadentes. Estrelas que morrem, estrelas cujo brilho se desvanece e são esquecidas na infinitude do tempo e espaço. Mas a queda é tão bela de assistir. Se um dia eu cair, quero cair com esta beleza e graciosidade…

Olhei um pouco em redor do manto azul-escuro que me cobria a cabeça. Tantas estrelas consegui ver nessa noite. Vi uma estrela com um brilho mais forte e contínuo, e prendi-me nela… olhei-a, analisei-a, e admirei-a. Poucas são as pessoas que conseguem manter um brilho tão constante na vida. Prendi-me no seu brilho, foi inevitável. Mas logo continuei a olhar em volta, sempre com aquela estrela como referência. Deparei-me com uma estrela diferente, com um brilho peculiar. Não era contínuo, mas também não era só branco, tinha uma tonalidade de laranja de vez em quando. Achei tão interessante. Voltei a olhar para a estrela de brilho constante novamente, um ponto de referência para mim, mas já fui capaz de desviar o meu olhar dela, para satisfazer a minha curiosidade na outra estrela de dois tons. Apesar da estrela mais brilhante ser uma referência para mim, não consigo deixar de olhar para a minha estrela de dois tons. A minha estrela de dois tons…
Db
[24.08.08]

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Carta a quem quer conhecer-me

Olá, sou a Débora.
Muitos me chamam por Debbie, aliás, peço para me chamarem assim.
Sou uma rapariga que está a estudar Psicologia, e se as ideias não mudarem entretanto, vou seguir Psicologia das Organizações e do Trabalho.
O meu maior amor na vida é a música. Para mim é um desgosto enorme não saber tocar um instrumento para poder compor algumas músicas, então resumo-me à escrita e a cantar músicas conhecidas e dos meus amigos.
Gosto de sorrir, rir às gargalhadas, por muito que sejam socialmente incomuns! Gosto de um bom pôr-do-sol em boa companhia ou sozinha com uma boa banda sonora. Não há nada como tirar fotografias macro ou a paisagens.
Sou uma pessoa que gosta de transparecer que está tudo bem comigo, independentemente da realidade que estou a viver. Não gosto de preocupar os outros, porque cada um já tem os seus problemas, e não precisam de mais um do qual se lembrar de vez em quando. No entanto, tenho o complexo de Wonder-Woman, quero ajudar todos os meus amigos, e se preciso, procuro sacrificar-me por eles. Quero preocupar-me com eles. Para mim, os amigos são uma parte muito importante da minha vida também.


Tenho dois grandes elementos que tento sempre valorizar nas minhas acções, os meus pais. Agora estou a viver sem eles, e noto a falta que fazem de vez em quando. A palavra deles ainda se sobrepõe muitas vezes a qualquer outra palavra dos meus amigos ou até minha; antes, quando eu achava uma coisa e eles achavam outra, era frequente eu começar a achar o que eles achavam; agora tento pensar mais por mim.
Outro grande elemento da minha vida é o meu irmão. Mais velho e a viver longe, quando estou com ele tento sempre absorver o que ele pensa das coisas. É uma grande referência para mim.
Gosto de estar numa alter-realidade, que é o mundo dos Animes Shoujo. Desenhos animados japoneses (legendados em português do Brasil ou inglês) com enredos tipicamente femininos são a minha fuga da realidade. Embebedo-me nos romances das jovens que vão à escola, da aspirante a cantora que luta pela vida, ou da rapariga modelo que se apaixonou pelo estilista dela. Choro, rio e aprendo japonês com este meu mundo à parte. O regresso ao planeta Terra é sempre difícil.


Apesar de tentar aparentar uma imagem estável e segura, sou uma pessoa frágil, e a minha fragilidade só se revela quando me sinto mais sobrecarregada ou a precisar mesmo de falar do que se anda a passar comigo. Quem quer conhecer a minha fragilidade sem ser numa destas condições, precisa insistir muito comigo para que eu me revele, porque a isto estão aliados alguns medos, como o de ser julgada e/ou menosprezada. Muitas vezes não basta eu saber que posso confiar na pessoa, a relutância é sempre muita. Por isso se me queres conhecer mesmo, tens de insistir, porque para mim “está tudo bem!”.
Acredito em Deus, e tenho a certeza que se não fossem as minhas convicções, que eu estaria nos psicólogos, dia após dia, a tentar resolver as minhas “crises”. Por isso, obrigada Deus!

Este é um traço largo de mim... esta sou eu…
Encontra-me e descobre-me!